Entre 17 e 22 de agosto, 32 jovens da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, viveram uma semana de missão no concelho de Gavião Foram dias de encontro, ligação e serviço, mas também de descoberta, através das histórias dos outros e do quanto se pode transformar as pessoas dispostas, simplesmente, a escutar e a estar presentes.
Ao longo da semana, os jovens deslocaram-se por várias instituições locais, encontrando pessoas, rostos e histórias que perduram para além de uma vida. Houve conversas, canções, animação e muitos abraços, mas o mais importante foi o tempo: tempo para estar presente, para ouvir e para desenvolver relações.
É esta a dimensão que permanece mais forte no testemunho dos participantes. Os jovens partiram com a intenção de dar o seu tempo e a sua presença, mas depressa descobriram que a missão é também aquilo que se recebe.
“Partimos para dar um pouco de nós, mas regressámos com muito mais do que levámos.”
Através de gestos simples, mãos que se estendem a outras mãos, sorrisos e histórias, conheceram pessoas com tanto para dar e partilhar. Nesta reciprocidade, encontraram um dos sinais mais significativos da experiência: estar em missão significa não apenas sair ao encontro de alguém, mas também permitir que esse encontro os transforme.
Rostos e histórias que ficam
O que os jovens trazem desta semana não se pode reduzir a uma simples recordação das atividades realizadas. O que fica são os rostos daqueles que conheceram, as conversas, os sorrisos, os abraços e o facto de se sentarem ao lado de alguém.
“Há semanas que passam e outras que ficam connosco” é uma das frases que os jovens usaram para expressar a experiência vivida. A missão terminou, mas o que aconteceu não ficou apenas em Gavião.
Esta experiência deixou também nos jovens um desafio pessoal: regressar a casa e não abandonar a atitutde missionária que aprenderam a viver. No final desta semana, permanecem os compromissos de continuar a sair ao encontro das pessoas, a disponibilizar tempo para os outros, a escutar e a valorizar cada pessoa individualmente.
“A Missão termina, mas os rostos, as histórias, os sorrisos, os momentos que vivemos ficam connosco.”
Assim, o regresso é também um envio. Os jovens regressaram às suas comunidades e à sua rotina diária, com o desejo de continuar a viver a missão, conservando o que receberam e aprenderam, guiados pela fé e pela luz de Deus.
Acompanhados no caminho
O grupo de 32 jovens recebeu o apoio de uma equipa de cinco pessoas durante toda a semana, cuja presença e eficácia foram decisivas em muitos momentos da missão. Entre eles, encontravam-se a Irmã Fernanda Luz, FMA, do Secretariado para a Juventude e as Vocações, e o Padre Cristiano, que acompanharam o grupo diariamente, oferecendo presença, dedicação e incentivo.
A dimensão espiritual foi também parte essencial da missão, contando com a presença de vários sacerdotes em diferentes momentos: o Pe. André Beato, Assistente de Juventude; o Pe. Alberto Tapadas; o Cónego António Assunção Castanheira; o Pe. Carlos Almeida; o Pe. Gonçalo Gomes; e o Pe. Manuel Mendonça.
O encerramento da missão ganhou um significado especial com a presença especial do Bispo de Portalegre-Castelo Branco ,D. Pedro Fernandes, que presidiu à Eucaristia final e partilhou o almoço final, partilhando com os jovens o último momento desta semana vivida em missão.
Uma comunidade aberta
Esta experiência só foi possível graças ao acolhimento e à colaboração da comunidade local. António Severino, Presidente da Câmara Municipal de Gavião, bem como as Juntas de Freguesia de Gavião, Atalaia, Belver, Comenda e Margem e as várias instituições locais, abriram as suas portas para permitir que os jovens vivessem estes dias em genuína proximidade com a população.
A missão foi sendo construída através de encontros e não apenas através de uma sucessão de iniciativas. Em cada instituição, em cada encontro, nasceu uma a oportunidade de aprender que o serviço também significa escutar, acolher e dar espaço para que os outros nos ofereçam a si mesmos.
No final da semana, os jovens deixaram Gavião com mais histórias do que aquelas com que chegaram, com muitas memórias e com uma experiências que os desafia a continuar.
Porque uma missão pode ter uma data de início e de fim. Mas, o que desperta em quem a vive, porém, pode continuar muito para além desses dias.































