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CampoBosco 2026: Meu Senhor e meu Deus, obrigado!

Tomás Martinho

Fui para o CampoBosco à procura de conhecer mais sobre São João Bosco e Santa Maria Mazzarello, e sobre como viver o carisma salesiano. Cresci num ambiente salesiano, e grande parte da minha família e amigos faz parte deste mesmo contexto. Mas talvez por ter sempre feito parte da minha vida, por ter sido sempre algo tão natural, nunca tinha ido a fundo para descobrir o que significa, de facto, seguir as pegadas de Dom Bosco.

Depois de viver esta experiência, posso dizer que recebi muito mais do que esperava, muito mais do que as minhas expectativas alguma vez poderiam imaginar. O CampoBosco foi como o culminar de um longo percurso de fé e conversão, o momento em que tudo, finalmente, ganhou lugar dentro de mim. Todas as pontas soltas encontraram resposta, tudo fez sentido, e descobri uma paz e uma alegria em Cristo que há muito procurava.

Havia tanto para dizer e partilhar que nem sei bem como pôr em palavras. Deixo, ainda assim, três pensamentos que levo comigo.

Primeiramente, a grande certeza que Deus me deu nesta experiência foi a minha vocação — o sonho d’Ele para a minha vida. E esse sonho é a educação, algo tão intimamente ligado ao carisma salesiano. Olhando para trás, nem sempre isto foi claro. Mas, sem eu dar por isso, com o passar dos anos, as diferentes dimensões da minha vida foram convergindo, cada uma à sua maneira, para a educação. Sem educação não há futuro, é um dos bens mais preciosos que existem. Já o dizia Dom Bosco: “L’educazione è cosa del cuore” [A Educação é coisa do Coração].

Em segundo lugar, houve algo que me tocou profundamente. Até então, vivia os sacramentos, e a minha fé de um modo geral, com um peso que arrastava. Mas ao longo do CampoBosco, algo se transformou. A convivência com os espanhóis e a forma como vivem a fé, o pequeno rebanho de portugueses e a ligação especial que nos manteve unidos, os lugares sagrados da vida de Dom Bosco e Maria Mazzarello, todas as partilhas e conversas, a experiência inteira — através de tudo isto, Deus deu-me a leveza de que tanto precisava, e um olhar novo sobre a forma como vivo a minha fé. Antes, vivia apenas o Cristo Crucificado. Com o CampoBosco, aprendi a viver também o Cristo Ressuscitado.

Por último, esta experiência foi decisiva para aprofundar a devoção mariana que já trazia comigo, à semelhança da que Dom Bosco tinha. O momento mais emocionante do CampoBosco foi, para mim, entrar pela primeira vez na Basílica de Maria Auxiliadora, em Valdocco. Foi algo inexplicável, só as lágrimas que me escorreram pelo rosto souberam pôr em palavras o que ali senti. Só me resta dar graças e dizer:
Maria, minha mãe, consagro-Te toda a minha vida e o meu ser. Tudo através de Ti, para por fim alcançar Cristo.

Obrigado, Senhor, por tudo! Dás, dás, dás, e continuas a dar, e eu, sem merecer nada. A única coisa que posso fazer é dar-Te graças. E prometer que darei o meu melhor, para que tudo o que eu fizer seja para Teu louvor e Tua glória. Obrigado!

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