Na mensagem para o Dia da Fidelidade, Madre Chiara Cazzuola convida as Filhas de Maria Auxiliadora a reencontrarem, nas origens do Instituto, a força para viverem com fidelidade corajosa, criativa e aberta ao futuro, tendo por base aquilo que as inspirou no início da sua jornada.
Neste dia 5 de agosto, as Filhas de Maria Auxiliadora celebram o 154.º aniversário da fundação do Instituto e renovam a gratidão pelo dom da vocação, da pertença e da missão. É o Dia da Fidelidade, uma ocasião para recordar o caminho percorrido, regressar às fontes do carisma e renovar o compromisso de estar presente de forma educativa e evangelizadora junto das crianças, dos jovens e das comunidades.
Na mensagem intitulada “… na fonte do carisma”, a Superiora Geral do Instituto das FMA, Madre Chiara Cazzuola, dirige-se a cada irmã com proximidade e carinho, desejando-lhes “fidelidade, alegria e fecundidade apostólica”. A sua atenção dirige-se, em particular, às comunidades que enfrentam situações de guerra, perseguição, catástrofes naturais, precariedade e insegurança, assegurando-lhes a proximidade e a oração de todo o Instituto.
Um carisma nascido do discernimento
Para iluminar o significado desta celebração, Madre Chiara regressa a maio de 1871, cerca de um ano antes da fundação do Instituto. Dom Bosco reuniu o Capítulo do Oratório e apresentou a possibilidade de estender às raparigas o bem que já se fazia pelos jovens.
Perante um projeto tão importante, não tomou uma decisão sozinho. Convidou os seus colaboradores a refletir, a rezar e a procurar, em conjunto, aquilo que pudesse contribuir para a maior glória de Deus e para o bem das pessoas. No final deste processo, todos reconheceram no projeto um sinal da vontade de Deus.
Este episódio revela a confiança de Dom Bosco na Providência, bem como um modo de proceder marcado pela escuta, oração, discernimento e participação. Trata-se de um estilo sinodal que permanece atual e que continua a desafiar as comunidades a lerem os sinais dos tempos e a procurarem respostas capazes de servir verdadeiramente os jovens.
Uma família inteiramente de Maria
A 5 de agosto de 1872, em Mornese, nasceu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Maria Domingas Mazzarello foi a primeira a acolher este projeto, dando-lhe forma através da sua profunda espiritualidade, paixão educativa e caridade ativa, especialmente dedicada às raparigas mais pobres.
Madre Chiara recorda que o Instituto nasceu de um “sonho” suscitado pelo Espírito Santo e por Maria Auxiliadora no coração de Dom Bosco. Desde a sua origem, esta família religiosa reconhece-se como inteiramente de Maria e profundamente marcada pela sua presença.
O primeiro artigo das Constituições afirma que o Instituto foi fundado “por um dom do Espírito Santo e com a intervenção direta de Maria”, em resposta às aspirações mais profundas das jovens. Esta inspiração mariana continua a orientar a missão das FMA, que são chamadas a cuidar das novas gerações com um coração maternal, prestando atenção ao presente e tendo uma visão de futuro.
Em Madre Mazzarello, o carisma salesiano adquiriu um rosto feminino, marcado pela doçura, paciência, criatividade e amabilidade. Com sabedoria e simplicidade, transformou o quotidiano de Mornese num ambiente educativo onde cada jovem se sentia acolhida, acompanhada e amada.
Uma fidelidade corajosa e criativa
Regressar às origens não significa permanecer voltado para o passado. Significa reencontrar a fonte que permite olhar para o presente com esperança e avançar com uma disponibilidade missionária renovada.
Na preparação para o XXV Capítulo Geral, cujo tema é «Bem-aventurados vós… Com a força profética do carisma, missionárias da comunhão junto dos jovens», Madre Chiara convida as FMA a viverem um estilo de vida enraizado em Jesus e a seguirem com maior determinação as pegadas de Dom Bosco e de Madre Mazzarello.
A referência a Santa Maria Troncatti torna este apelo ainda mais concreto. A sua vida revela a força e a beleza de um carisma vivido com audácia missionária junto das pessoas mais pobres e nas periferias da humanidade. O seu exemplo interpela todo o Instituto a uma «fidelidade mais corajosa e criativa», capaz de alcançar novas fronteiras com os jovens e pelos jovens.
Um espírito aberto ao futuro
Celebrar o Dia da Fidelidade é agradecer o “sim” generoso de tantas Filhas de Maria Auxiliadora que, ao longo dos anos, ofereceram a sua vida a Deus e aos outros. É igualmente reconhecer que a fidelidade se constrói diariamente, através da oração, da vida fraterna, do serviço educativo e da disponibilidade para responder às necessidades de cada momento.
Neste dia 5 de agosto, unimo-nos à alegria de todo o Instituto e agradecemos a vida e a missão das FMA. Confiamos a Maria Auxiliadora cada irmã, cada comunidade e cada presença educativa, para que continuem a ser sinais de esperança, proximidade e amor junto dos jovens.
Como deseja Madre Chiara, que este seja um dia vivido com «alegria, confiança e fidelidade ao espírito mornesino»: um espírito sinodal, missionário e sempre aberto ao futuro.


