Vivemos num tempo de grandes mudanças na educação. Novas tecnologias, novas formas de aprender e novos desafios exigem que procuremos também novos caminhos. O recente simpósio sobre educação em Portugal colocou precisamente este desafio: traçar novos «mapas educativos» que nos ajudem a orientar o futuro.
Mas, no meio de todas estas mudanças, há algo que continua essencial: a presença do educador.
Dom Bosco compreendeu-o de forma muito concreta. Para ele, educar significava estar próximo dos jovens, conhecê-los, acompanhá-los e criar com eles uma relação de confiança. Não bastava ensinar; era preciso estar presente, no pátio, na sala de aula, nos momentos de alegria, festa e também nas dificuldades.
Hoje, perante os desafios de uma sociedade cada vez mais digital, esta presença torna-se ainda mais importante. Os jovens precisam de pessoas que os escutem, que reconheçam os seus talentos, que os ajudem a fazer escolhas e que lhes mostrem que não caminham sozinhos.
É esta a força do Sistema Preventivo de Dom Bosco: educar através da proximidade, da confiança e da relação.
Os mapas educativos podem mudar. As ferramentas podem mudar. Os desafios podem ser diferentes. Mas permanece o essencial: um educador que está presente e caminha ao lado de cada jovem.
Vivemos num tempo em que o território educativo está a mudar. A escola, as famílias, os alunos e a própria sociedade enfrentam novos desafios, marcados pela velocidade das mudanças, pelas tecnologias, pela inteligência artificial, pela diversidade e por novas formas de relação. Como foi sublinhado no recente Simpósio A Educação e a Escola em Portugal: Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização, (realizado em Fátima de 2 e 3 de outubro de 2026). Este encontro juntou a comunidade educativa, instituições e a Igreja Católica para debater os rumos da escola face aos desafios contemporâneos (como a a Inteligência Artificial ).
Mas, perante tantas mudanças, há uma pergunta que continua a ser essencial: quem caminha com os jovens?
Podemos ter melhores ferramentas, novas metodologias, plataformas digitais e até sistemas capazes de nos indicar o caminho. No entanto, educar não é apenas indicar uma direção. É acompanhar alguém enquanto aprende a encontrar o seu próprio caminho.
É aqui que a experiência educativa dos nossos Fundadores continua a ter uma palavra muito atual.
O Sistema Preventivo assenta precisamente nesta presença educativa, marcada pela razão, pela religião e pela amabilidade. Uma presença próxima, familiar e confiante, que procura prevenir, acompanhar e ajudar cada jovem a crescer.
Partilhamos o testemunho de algumas participantes das nossas Escolas.
“Neste simpósio, não me ficou indiferente a responsabilidade que nós educadores temos nas mãos: sermos sinal de esperança, sermos relação, sermos acolhimento e escuta.
Num mundo que se encontra em constante mudança, é assustador perceber que já não controlamos nada e não conseguir acompanhar o desenvolvimento e o impacto da IA.
No entanto, cabe-nos a imprescindível tarefa de orientar nas escolhas, de ensinar a interpretar os mapas da vida e de sermos presença constante, mão que guia e luz que nunca se apaga.” (Carla Teixeira, Diretora Pedagógica, Externato Nossa Senhora da Assunção – Cascais)
“Uma convicção que trago comigo deste simpósio: a presença do educador é fundamental para um crescimento integral.
Num mundo em velocidade de cruzeiro, a relação jovem – educador torna-se, cada vez mais, um lugar insubstituível onde se aprende a crescer em humanização e em esperança, onde se aprende a arte da escuta, do acolhimento, do cuidado e da interioridade.” (Ir. Mafalda Monteiro, Externato São João Bosco – Viana do Castelo)
“O Simpósio realçou uma certeza que trago comigo e que procuro cultivar: ser presença de qualidade. A relação educativa continuará a ser sempre um espaço propício para ajudar os jovens a elevar o olhar, a ir mais longe, seja no conhecimento, seja na relação interpessoal. Nisto, a IA pode ajudar a ter mais tempo para estar com a comunidade educativa, com aquele jovem que precisa de ser escutado.
Urge repensar o modo de ensinar, de ajudar os jovens a crescer em liberdade diante de tanta “coisa” que os pode escravizar, até a nós próprios. Continuemos a acreditar na missão do educador e no potencial de cada jovem.” (Ir. Diana Arrobas, Escola Primária Santa Ana – Setúbal)


