Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março de 2026, a Ir. Ena Bolaños, Ecónoma Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, realizou uma breve visita à Província Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. Foram dias intensos de encontro, partilha e reflexão, que proporcionaram às comunidades um tempo de proximidade fraterna e de aprofundamento do significado da economia na vida consagrada e na missão educativa.
Uma chegada vivida no espírito de família
Visitas às comunidades e encontro com a missão educativa
A economia como dimensão da vida consagrada
O momento central da visita aconteceu em Fátima, no dia 28 de fevereiro, num encontro de formação que reuniu 66 irmãs da Província. A partir das Constituições das FMA, da experiência de Dom Bosco e Madre Mazzarello e da reflexão sobre a economia ecológica, a Ir. Ena convidou as irmãs a compreender a economia não apenas como gestão de recursos, mas como uma dimensão integrante da vida consagrada.
Num mundo marcado pelo consumismo e por desigualdades crescentes, recordou a importância de educar para uma gestão responsável dos recursos e para uma economia que coloque sempre a pessoa no centro.
Esta abordagem foi acolhida com surpresa e entusiasmo por várias irmãs, que partilharam com simplicidade a sua reação inicial: “Economia, dinheiros, ecónomas… isto não é nem de longe a minha praia!” Mas a reflexão proposta abriu novas perspetivas: “Gostei imenso da apresentação do tema. Economia = estilo de vida. Uma economia que olha a pessoa, que valoriza a gratuidade e privilegia as relações. Sim, esta economia é a minha praia.” (Lea de Morais, FMA)
Voltar às fontes do carisma
Ao longo da formação, a Ecónoma Geral convidou também a revisitar o significado do voto de pobreza e as escolhas concretas que ele implica na vida pessoal, comunitária e provincial: a centralidade de Deus, a sobriedade, a corresponsabilidade, a circulação dos bens e a prioridade dos mais pobres.
Como recordou várias vezes, “o que temos pertence aos pobres”, e a proximidade com eles ajuda a redimensionar as necessidades e a crescer na gratuidade.
Para muitas irmãs, este momento foi também ocasião para regressar às raízes da própria vocação: “Lembrei-me do noviciado várias vezes! Aquilo que a Ir. Ena nos transmitiu com simplicidade e proximidade foi-nos dado nesse tempo. Como é importante recuperar o que vamos interiorizando para que não caia no esquecimento, mas se torne vida.” (Mafalda Monteiro, FMA)
Tudo está interligado
A reflexão proposta encontrou eco também na ligação entre economia, carisma e cuidado da casa comum. “O constante referimento às Constituições, a Dom Bosco e a Madre Mazzarello, a partir da ótica da economia ecológica, fez-me lembrar o mote da Laudato Si’: tudo está interligado, também na nossa vida consagrada.”
(Isabel Mira, FMA)
A partir desta perspetiva, a Ecónoma Geral convidou a Província a manter no centro das suas escolhas os jovens, sobretudo os mais pobres, condição indispensável para que a criatividade educativa continue a gerar respostas novas.
Um impulso para continuar
Embora breve, a visita da Ir. Ena Bolaños deixou na Província um forte apelo a renovar a fidelidade ao carisma e a procurar caminhos novos para a missão.
Num mundo frequentemente marcado pela desorientação e pela perda de horizontes, permanece atual a convicção que inspirou os fundadores: colocar sempre no centro o bem dos jovens.
Com gratidão, a Província Nossa Senhora de Fátima acolheu estes dias como um tempo de renovação e de esperança. Trata-se de continuar a caminhar “na alegria da essencialidade, crescendo na esperança no futuro, na certeza de que o nosso carisma continua a ser fonte de vida para tantos jovens que a Providência nos confia.” (Isabel Mira, FMA)


















