Roma 2025: onde a fé se fez encontro
No verão de 2025, Roma encheu-se de passos apressados, cantos em línguas diferentes e corações despertos. Jovens de todos os continentes, vindos de paróquias, movimentos e congregações, responderam ao convite do Papa Leão XIV para o Jubileu dos Jovens. Entre eles, um grupo de jovens portugueses ligados ao Movimento Juvenil Salesiano partiu com o coração disponível e regressou com o olhar mais alto.
A participação foi vivida com intensidade, fé e emoção. A Leonor Viveiros, ao visitar os lugares fundacionais da Igreja, sentiu que a fé ganhava corpo:
“Tive a oportunidade de ver com os meus próprios olhos a origem da Igreja Católica. Quase como se pudesse ouvir Jesus dizer: ‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’.”
Mais do que ver, foi pertencer. O Francisco Leite descreveu o que sentiu ao partilhar a experiência com jovens de todo o mundo:
“Estar no meio de tantos rostos diferentes, de culturas e países distintos, fez-me perceber a diversidade que existe dentro da Igreja.”
A Francisca Opinião não esquecerá a missa na Praça de São Pedro:
“Foi ali que tive o primeiro contacto com as milhares de pessoas que tinham ido ver o Papa. Senti que o nosso Pai nos esperava de braços abertos.”
E a Sofia Coutinho recorda ainda hoje o silêncio que ecoou mais forte do que qualquer hino:
“Um milhão e meio de jovens ajoelhados em Adoração. Foi uma conversa em primeira pessoa com Jesus.”
Não foi uma viagem qualquer. Para muitos, foi ponto de viragem. Despertou uma fé mais madura e um desejo mais claro de se comprometer. O Tomás Pinto deixou um desafio corajoso:
“Somos chamados à santidade pela oração, confissão, Eucaristia e caridade. Como os beatos Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis.”
O Papa Leão XIV, com palavras firmes e próximas, marcou profundamente os jovens. A Leonor agarrou uma frase como quem encontra um rumo:
“Onde quer que estejais, aspirai a coisas grandes, à santidade. Não vos contenteis com menos.”
A Sofia sentiu-se escolhida:
“Aprende-se a escolher através das provações da vida, e antes de tudo, lembrando que fomos escolhidos.”
E o Francisco, tocado por uma frase sobre amizade, conclui:
“Nenhuma amizade é fiel senão em Cristo. E só n’Ele pode ser feliz e eterna.”
Entre caminhadas, risos, silêncio, cansaço e beleza, nasceu uma certeza partilhada: Deus continua a chamar os jovens. E os jovens continuam a responder. Com autenticidade. Com ousadia. Com o desejo sincero de seguir o Evangelho nas pequenas escolhas do dia a dia.
O Jubileu terminou, mas não passou. Ficou gravado na vida concreta de cada um.
Voltam às casas, às escolas, aos grupos, levando no coração o que Deus ali começou.
Porque Roma foi o lugar do encontro. Mas o caminho é o mundo inteiro.


