10 de junho: que nos diz o anjo?


Temos um Anjo que nos protege, o Anjo de Portugal

A certeza desta presença protetora foi-nos dada em 1916 quando os três Pastorinhos receberam a visita, por três vezes, de alguém que se identificou como o Anjo da guarda de Portugal. Foi um ano antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, como que a preparar os Pastorinhos para esse grande acontecimento.

Conta-nos a Ir. Lúcia, nas suas Memórias, que na primavera de 1916, enquanto ela e os seus dois primos, Francisco e Jacinta Marto, guardavam as ovelhas viram aparecer um jovem resplandecente e de grande beleza, com um brilho como o de um cristal atravessado pelos raios do sol, que lhes disse: «– Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.». Lúcia diz que o Anjo se ajoelhou, curvou a cabeça até ao chão e ensinou-lhes a oração “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos!…” pedindo-lhes que rezassem muito porque Jesus e Maria estavam atentos à sua oração.

No verão do mesmo ano volta a aparecer-lhe e pede-lhes não só para rezarem mas ainda mais: «–De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal.»

No outono traz um cálice e uma hóstia, ensina-lhes outra oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente…” e dá-lhes a comunhão, pedindo-lhes que consolem o nosso Deus.

Que grande e difícil o pedido do Anjo, rezar e oferecer o que nos custa para que haja paz e vida verdadeira, assim disse às três crianças, prometendo-lhes que atrairiam a paz para a sua Pátria. Que desafio enorme nos coloca, também a nós!

Como jovens, sedentos de bem e verdade, numa situação tão diferente da que viveram os Pastorinhos, que nos pede o Anjo de Portugal, hoje, a nós? Como podemos ser continuadores desta corrente de vida, vinda de Deus? Que gestos de paz podemos oferecer?

Às vezes procuramos dar coisas e esquecemo-nos que o maior presente é dar um pouco do nosso tempo, da nossa atenção, uma mensagem, uma foto, … Dar um pouco de nós talvez seja o “sacrifício” que pode trazer paz e alegria a alguém, que pode responder ao pedido do Anjo de Portugal e fazer também de nós anjos da paz. Não deixemos de oferecer um pouco de nós a quem estiver mais só, e que paz experimentaremos!

Outro pedido insistente do Anjo, nas três aparições, foi a oração. Deus nunca abandona aqueles que confiam n’Ele. A oração, neste tempo de dor e incerteza, pode ser uma força para nós, para aqueles que amamos e para toda a humanidade. “Os corações de Jesus e Maria estão atentos às vossas orações”, repete-nos hoje o Anjo de Portugal, aceitemos o desafio e falemos a Maria e a Jesus das nossas alegrias, mas também das dores e angústias do nosso mundo, porque Eles estão atentos e querem ajudar-nos.

Mª da Conceição Santos, fma

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